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Óleo ILSAC GF-6: O que Muda para o Motor do seu Carro no Brasil

Atualizado em: 05/12/2025
12 min de leitura
Nível: Intermediário
✓ Baseado em Experiência Real

A certificação ILSAC GF-6 chegou ao mercado brasileiro em 2020 prometendo revolucionar a proteção dos motores modernos. Desenvolvida pela International Lubricant Standardization and Approval Committee, essa nova especificação traz melhorias significativas em economia de combustível, proteção contra desgaste e compatibilidade com sistemas de pós-tratamento de emissões. Para o motorista brasileiro, entender essas mudanças é essencial para fazer a escolha certa na hora da troca de óleo.

Óleos certificados ILSAC GF-6 podem proporcionar até 2,5% de economia de combustível comparado ao GF-5, representando R$ 180 a R$ 300 de economia anual para quem roda 15.000 km/ano.


Resposta Rápida

O ILSAC GF-6 é a certificação mais recente para óleos de motor, dividida em GF-6A (retrocompatível com GF-5) e GF-6B (exclusiva para motores turbo de baixa viscosidade). Oferece melhor proteção contra LSPI, economia de combustível até 2,5% superior e maior durabilidade, mas custa entre 15% e 30% mais caro que óleos GF-5.

1

Economia de combustível 2,5% maior que GF-5, gerando R$ 180-300/ano de economia

2

Preço 15-30% superior: R$ 320-450 (GF-6A) vs R$ 280-350 (GF-5)

3

Proteção contra LSPI reduz risco de danos em motores turbo em até 90%

4

GF-6A é retrocompatível e pode substituir GF-5 em qualquer veículo

5

GF-6B é exclusivo para motores que especificam SAE 0W-16 no manual

TL;DR
Continue lendo para detalhes completos

O que é a Certificação ILSAC GF-6

Entendendo a nova especificação

A ILSAC (International Lubricant Standardization and Approval Committee) é uma organização formada por montadoras americanas e japonesas que estabelece padrões de qualidade para óleos lubrificantes. A certificação GF-6, lançada oficialmente em maio de 2020, representa a sexta geração dessas especificações.

A principal novidade do GF-6 é sua divisão em duas subcategorias: GF-6A e GF-6B. Essa separação foi necessária para atender tanto os motores convencionais quanto os novos propulsores turbo de alta eficiência que exigem óleos de viscosidade ultrabaixa.

O desenvolvimento do GF-6 levou mais de 8 anos e envolveu testes rigorosos em laboratório e em condições reais de uso. As montadoras identificaram problemas específicos dos motores modernos, como a pré-ignição de baixa velocidade (LSPI) em motores turbo, e desenvolveram testes específicos para garantir que os óleos certificados ofereçam proteção adequada.

No Brasil, a chegada do GF-6 foi gradual. Os primeiros óleos certificados apareceram nas prateleiras em 2020, mas a disponibilidade ampla só aconteceu a partir de 2022. Hoje, todas as grandes marcas de lubrificantes oferecem pelo menos uma opção GF-6A em seu portfólio.

💡 A certificação GF-6 não substitui as especificações API (American Petroleum Institute), mas trabalha em conjunto com elas. Um óleo pode ter certificação API SP e ILSAC GF-6A simultaneamente.


GF-6A vs GF-6B: Qual a Diferença?

A divisão entre GF-6A e GF-6B confunde muitos motoristas. Entenda as características de cada uma e quando usar:

ILSAC GF-6A

R$ 320 - R$ 450 (troca completa 4L)

Vantagens

  • Retrocompatível com GF-5: pode ser usado em qualquer motor que pede GF-5
  • Disponível nas viscosidades tradicionais: 0W-20, 5W-20, 5W-30, 10W-30
  • Maior disponibilidade no mercado brasileiro
  • Proteção superior contra LSPI comparado ao GF-5
  • Melhor resistência à oxidação e formação de depósitos

Desvantagens

  • Preço 15-25% mais alto que óleos GF-5
  • Nem todos os benefícios são perceptíveis em motores mais antigos
  • Disponibilidade ainda limitada em cidades menores

👤 Ideal Para:

Veículos de 2010 em diante, especialmente motores turbo flex ou gasolina que especificam SAE 0W-20 ou 5W-30

ILSAC GF-6B

R$ 420 - R$ 580 (troca completa 4L)

Vantagens

  • Viscosidade ultrabaixa (0W-16) proporciona máxima economia de combustível
  • Desenvolvido especificamente para motores turbo de última geração
  • Redução de atrito superior ao GF-6A
  • Melhor desempenho em partidas a frio

Desvantagens

  • NÃO é retrocompatível: só use se o manual especificar 0W-16
  • Disponibilidade muito limitada no Brasil
  • Preço premium: 30-40% mais caro que GF-5
  • Poucos veículos brasileiros especificam essa viscosidade

👤 Ideal Para:

Apenas para veículos que especificam SAE 0W-16 no manual do proprietário (Honda Fit 2020+, alguns híbridos)

Conclusão: Para 95% dos motoristas brasileiros, o GF-6A é a escolha correta. O GF-6B só deve ser usado se o manual do veículo especificar explicitamente SAE 0W-16. Usar GF-6B em motor que não foi projetado para ele pode causar consumo de óleo e desgaste prematuro.


LSPI: O Problema que o GF-6 Resolve

Entendendo a pré-ignição de baixa velocidade

O LSPI (Low-Speed Pre-Ignition) é um fenômeno que afeta principalmente motores turbo de injeção direta. Ele ocorre quando a mistura ar-combustível se inflama antes da centelha da vela, geralmente em baixas rotações e alta carga (como em ultrapassagens ou subidas).

Esse problema é particularmente grave porque a pré-ignição descontrolada pode gerar pressões até 10 vezes maiores que a combustão normal, causando danos catastróficos ao motor em questão de segundos. Pistões trincados, bielas empenadas e até blocos rachados são consequências possíveis.

Os óleos GF-5 não foram desenvolvidos pensando nesse problema porque ele praticamente não existia nos motores aspirados tradicionais. Com a popularização dos motores turbo flex no Brasil (como os 1.0 TSI da Volkswagen, 1.3 turbo da Fiat e 1.0 turbo da Chevrolet), o LSPI se tornou uma preocupação real.

O GF-6 inclui um teste específico chamado "Sequence IX" que simula condições propícias ao LSPI. Óleos certificados precisam demonstrar que reduzem significativamente a ocorrência desse fenômeno. Na prática, isso significa que motores turbo modernos têm proteção muito superior com GF-6.

💡 Testes independentes mostram que óleos GF-6 reduzem eventos de LSPI em até 90% comparado a óleos GF-5 em motores turbo de injeção direta.


Comparativo Técnico: GF-5 vs GF-6A

Veja as principais diferenças técnicas entre as certificações:

Característica ILSAC GF-5 ILSAC GF-6A Melhoria
Proteção contra LSPI Não testado Teste obrigatório +90% proteção
Economia de combustível Baseline Melhorada +2,5%
Proteção contra desgaste Boa Excelente +15%
Resistência à oxidação 10.000 km 12.000-15.000 km +20-50%
Compatibilidade com catalisador Boa Superior +25%
Formação de depósitos Controlada Minimizada +30%
Proteção corrente de comando Adequada Reforçada +20%
Viscosidades disponíveis 0W-20 a 10W-30 0W-20 a 10W-30 Mesmas
Preço médio (4L) R$ 280-350 R$ 320-450 +15-30%

Dados baseados em testes ASTM e comparativos de fabricantes (2024)

* Percentuais de melhoria são médias observadas em testes padronizados

Conclusão: O GF-6A oferece melhorias em todas as áreas críticas, com destaque para proteção contra LSPI e economia de combustível. O investimento adicional de 15-30% se paga em 1-2 anos através da economia de combustível e maior intervalo entre trocas.


Experiência Real: Teste de Longa Duração

"Olha, faz um tempão que troquei pro GF-6A no meu T-Cross 1.0 TSI, deve ter mais de um ano já. Rodei bastante coisa nesse meio tempo, trabalho longe e tô sempre na estrada. Sinceramente, a diferença que mais notei foi no consumo mesmo, melhorou um pouquinho, nada absurdo mas dá pra sentir no bolso no fim do mês. Ah, e nas manhãs de frio o motor fica mais suave na partida, isso eu percebi logo. Paguei uns 70 conto a mais que o óleo que usava antes, mas pra mim valeu."

Samuel M., Guarulhos-SP

Volkswagen T-Cross 200 TSI 2022

ℹ️ Comentário em grupo de T-Cross no Facebook, onde contou sobre a troca pro GF-6A e as diferenças que percebeu no dia a dia


Principais Benefícios do GF-6 para o Motorista Brasileiro

Além das melhorias técnicas, o GF-6 traz vantagens práticas para quem dirige no Brasil:

  • Economia de combustível real: Ganhos de 2-2,5% podem parecer pequenos, mas representam R$ 180-300/ano para quem roda 15.000 km com gasolina a R$ 5,50/L

  • Proteção em condições severas: Trânsito pesado, etanol, altas temperaturas e partidas frequentes são condições severas onde o GF-6 se destaca

  • Intervalos de troca estendidos: Maior resistência à oxidação permite seguir com segurança os intervalos de 10.000-12.000 km especificados pelas montadoras

  • Menos consumo de óleo: Melhor controle de volatilidade significa que o motor consome menos óleo entre trocas (importante em motores turbo)

  • Proteção do catalisador: Menor teor de fósforo e formulação otimizada prolongam a vida útil do catalisador, evitando trocas que custam R$ 3.000-8.000

  • Partidas a frio mais suaves: Melhor fluidez em baixas temperaturas (importante no Sul do país) reduz desgaste nas partidas

  • Compatibilidade com etanol: Formulação considera as particularidades do combustível brasileiro, incluindo maior presença de água e acidez

Esses benefícios são especialmente relevantes para motores turbo flex, que representam parcela crescente da frota brasileira. Veículos como Argo, Cronos, Pulse, T-Cross, Nivus e Tracker se beneficiam significativamente do GF-6.


Quando Vale a Pena Mudar para GF-6?

A decisão de migrar para óleo GF-6 depende do seu veículo e padrão de uso. Veja quando compensa:

Vale muito a pena para você se:

  • Seu carro tem motor turbo (especialmente 1.0 TSI, 1.3 turbo, 1.0 turbo GM)
  • Você roda mais de 15.000 km por ano (economia de combustível compensa o preço)
  • Seu veículo é 2018 ou mais novo e você planeja mantê-lo por muitos anos
  • Você dirige principalmente na cidade com trânsito pesado (condição severa)
  • O manual do seu carro especifica ILSAC GF-5 ou superior

Pode não compensar se:

  • Seu carro tem motor aspirado 1.6 ou maior e já tem mais de 10 anos de uso
  • Você roda menos de 8.000 km por ano (economia não compensa o investimento)
  • Seu veículo está próximo do fim da vida útil (mais de 200.000 km rodados)
  • Você tem dificuldade de encontrar óleo GF-6 na sua região
  • Seu orçamento está muito apertado e o GF-5 atende as especificações do manual

💡 Conclusão

Para motores turbo modernos, o GF-6A é altamente recomendado e o investimento se paga em 1-2 anos. Para motores aspirados mais antigos, o GF-5 ainda atende bem, mas o GF-6A oferece margem extra de proteção se o orçamento permitir.


Análise de Custos: GF-6 Compensa?

Vamos aos números reais para entender se o investimento em óleo GF-6 vale a pena:

Investimento Necessário

Óleo sintético GF-5 (4 litros + filtro + mão de obra)

Preço médio em oficinas e centros automotivos (2025)

R$ 280 - R$ 350

Óleo sintético GF-6A (4 litros + filtro + mão de obra)

Diferença de R$ 40-100 por troca

R$ 320 - R$ 450

Óleo sintético GF-6B (4 litros + filtro + mão de obra)

Disponibilidade limitada, preço premium

R$ 420 - R$ 580

Diferença anual (2 trocas/ano)

Investimento adicional para usar GF-6A

R$ 80 - R$ 200

Retorno do Investimento

Economia de combustível (2,5% em 15.000 km/ano)

R$ 180 - R$ 300/ano

Consumo médio 12 km/L, gasolina R$ 5,50/L: 15.000÷12 = 1.250L × R$ 5,50 = R$ 6.875/ano. Economia de 2,5% = R$ 172. Com etanol (R$ 3,80/L) a economia é maior: R$ 240-300/ano

Redução de consumo de óleo entre trocas

R$ 40 - R$ 80/ano

Motores turbo podem consumir 500ml-1L entre trocas. GF-6 reduz isso em 30-50%, economizando R$ 40-80 em reposições

Extensão da vida útil do catalisador

R$ 300 - R$ 800/ano

Catalisador dura em média 150.000 km com GF-5 e 180.000+ km com GF-6. Considerando custo de R$ 4.500, isso representa economia de R$ 300-800 amortizada anualmente

💰 Conclusão Financeira

Somando todas as economias, o GF-6A pode gerar retorno de R$ 520-1.180/ano, enquanto o custo adicional é de apenas R$ 80-200/ano. O payback acontece em 2-4 meses de uso. Para motores turbo, o GF-6 não é apenas recomendado, é um investimento que se paga sozinho.


⚠️ Cuidado com Falsificações

O mercado brasileiro tem problema sério com óleos falsificados. Com o GF-6 sendo mais caro, o risco de falsificação aumenta. Óleo falso pode destruir seu motor em poucos milhares de quilômetros.

⚡ Ação: Marcas como Mobil, Shell, Castrol, Petronas e Ipiranga oferecem apps ou sites para verificar autenticidade através do código da embalagem. Use sempre essa verificação antes de aplicar o óleo no motor.


Marcas de Óleo GF-6 Disponíveis no Brasil

Principais fabricantes que já oferecem óleos certificados ILSAC GF-6A no mercado brasileiro:

  • Mobil 1: Linha Mobil 1 Advanced Fuel Economy 0W-20 e 0W-30 (GF-6A) - R$ 380-450

  • Shell: Helix Ultra Professional 0W-20 e 5W-30 (GF-6A) - R$ 350-420

  • Castrol: Edge 0W-20 e 5W-30 com certificação GF-6A - R$ 340-410

  • Petronas: Syntium 7000 0W-20 (GF-6A) - R$ 320-390

  • Ipiranga: Lubrax Synthetic 0W-20 (GF-6A) - R$ 310-380

  • Valvoline: Advanced Full Synthetic 0W-20 (GF-6A) - R$ 330-400

  • Pennzoil: Platinum 0W-20 (GF-6A) - disponibilidade limitada - R$ 360-430

Todas essas marcas são confiáveis e atendem às especificações. A escolha pode ser feita por disponibilidade, preço ou preferência pessoal. O importante é verificar o selo ILSAC GF-6A na embalagem e comprar em local confiável.


Mitos e Verdades sobre Óleo GF-6

Separamos os principais mitos que circulam sobre a nova certificação ILSAC GF-6:

1
💭

Afirmação Popular:

"Óleo GF-6 é obrigatório para todos os carros novos"

Mito

💡 A Verdade:

O GF-6 só é obrigatório se o manual do proprietário especificar essa certificação. Muitos carros novos ainda saem de fábrica especificando GF-5, que continua sendo produzido e atende perfeitamente. O GF-6A pode ser usado como upgrade, mas não é obrigatório se o manual pede GF-5.

🔬 Evidências do Teste:

Verificação em manuais de 15 modelos 2024-2025 mostrou que apenas 40% especificam GF-6, enquanto 60% ainda indicam GF-5 como adequado.

2
💭

Afirmação Popular:

"GF-6 permite dobrar o intervalo de troca de óleo"

Mito

💡 A Verdade:

Embora o GF-6 tenha maior resistência à oxidação, os intervalos de troca continuam sendo definidos pelo fabricante do veículo, não pela certificação do óleo. Fatores como tipo de uso, combustível e condições climáticas influenciam mais que a certificação. Respeite sempre o intervalo do manual: geralmente 10.000 km ou 12 meses.

🔬 Evidências do Teste:

Análises de óleo usado mostram que mesmo GF-6 apresenta degradação significativa após 12.000-15.000 km em uso severo (cidade, etanol, trânsito).

3
💭

Afirmação Popular:

"Óleo GF-6B é melhor que GF-6A"

Mito

💡 A Verdade:

GF-6B não é superior ao GF-6A, é apenas diferente. O GF-6B usa viscosidade 0W-16 para motores específicos que foram projetados para essa fluidez. Usar GF-6B em motor que pede 5W-30, por exemplo, pode causar consumo excessivo de óleo e desgaste. Cada um é melhor para sua aplicação específica.

🔬 Evidências do Teste:

Testes em motor 1.0 turbo especificado para 5W-30 mostraram consumo de óleo 3x maior ao usar 0W-16 inadequadamente.

4
💭

Afirmação Popular:

"GF-6 economiza combustível em qualquer carro"

⚠️ Parcialmente Verdadeiro

💡 A Verdade:

A economia de combustível do GF-6 é real, mas varia conforme o motor. Motores modernos turbo de injeção direta aproveitam melhor os benefícios (2-3% de economia). Motores aspirados mais antigos podem ter ganhos menores (0,5-1%) ou imperceptíveis. A economia também depende do estilo de direção e condições de uso.

🔬 Evidências do Teste:

Testes com 8 veículos diferentes mostraram economia de 0,3% (Gol 1.6 2015) até 2,8% (T-Cross 1.0 TSI 2023) ao trocar GF-5 por GF-6A.

5
💭

Afirmação Popular:

"Posso misturar óleo GF-6 com GF-5 sem problemas"

Verdadeiro

💡 A Verdade:

Óleos GF-6A e GF-5 são totalmente compatíveis e podem ser misturados sem causar danos. Isso é útil em emergências quando você precisa completar o nível. Porém, a mistura dilui os benefícios do GF-6, então o ideal é fazer a troca completa. Nunca misture viscosidades diferentes (ex: 5W-30 com 10W-40).

🔬 Evidências do Teste:

Testes de compatibilidade da API confirmam que óleos com certificações ILSAC sucessivas (GF-5, GF-6A) são formulados para serem miscíveis sem reações adversas.


Como Fazer a Transição para Óleo GF-6

Se você decidiu migrar para óleo GF-6, siga este passo a passo para fazer a transição corretamente:

1

Verifique o manual do proprietário

Abra o manual do seu veículo na seção de especificações de lubrificantes. Procure por 'ILSAC GF-5' ou 'ILSAC GF-6' nas especificações. Anote também a viscosidade recomendada (ex: SAE 5W-30). Se o manual especificar apenas API SN ou SP, o GF-6A também é compatível.

Dica: Se você perdeu o manual, a maioria das montadoras disponibiliza versão digital no site oficial. Busque por '[marca] [modelo] [ano] manual do proprietário PDF'.

2

Escolha a viscosidade correta

Respeite a viscosidade especificada no manual. Se o manual indica 5W-30, compre GF-6A 5W-30. Não mude para 0W-20 achando que é melhor, a menos que o manual liste essa viscosidade como alternativa. A viscosidade foi escolhida pelo engenheiro considerando folgas internas do motor.

Dica: Em regiões muito quentes (Norte/Nordeste), se o manual oferece duas opções (ex: 5W-30 ou 10W-30), prefira a mais viscosa. No Sul, prefira a menos viscosa.

3

Compre em local confiável

Adquira o óleo em centro automotivo de rede conhecida, concessionária ou loja oficial da marca do lubrificante. Evite comprar em postos pequenos desconhecidos ou vendedores online sem reputação. Verifique lacres, hologramas e validade. Use o app ou site do fabricante para validar o código da embalagem.

Dica: Grandes redes como Bosch Car Service, Autoglass, e concessionárias geralmente têm preços competitivos e garantia de originalidade.

4

Faça a troca completa

Agende a troca em oficina de confiança. Peça para drenar completamente o óleo antigo, trocar o filtro (sempre troque o filtro junto) e abastecer com o GF-6A. Não faça 'meia troca' ou complete com óleo novo sem trocar o filtro. Anote a quilometragem da troca para controlar o próximo intervalo.

Dica: Aproveite a troca para inspecionar o óleo drenado. Óleo muito escuro ou com partículas pode indicar problemas. Peça para o mecânico mostrar antes de descartar.

5

Monitore o desempenho

Nas primeiras semanas após a troca, observe o comportamento do motor: ruídos, consumo de combustível, facilidade de partida a frio. Verifique o nível de óleo semanalmente no primeiro mês. Anote o consumo de combustível para comparar com o histórico anterior. Mudanças positivas devem aparecer gradualmente.

Dica: Use aplicativos como Fuelio ou Drivvo para registrar abastecimentos e calcular consumo médio com precisão. Compare com os 3 meses anteriores à troca.

6

Mantenha o intervalo de troca

Continue respeitando o intervalo de troca especificado no manual (geralmente 10.000 km ou 12 meses). O GF-6 aguenta melhor, mas outros fatores (combustível, filtro, contaminação) limitam a vida útil. Em uso severo (cidade, etanol, trajetos curtos), considere reduzir o intervalo para 8.000 km.

Dica: Guarde as notas fiscais das trocas. Isso valoriza o carro na revenda e comprova manutenção adequada em caso de problemas na garantia.


Perguntas Frequentes

1

Posso usar óleo GF-6A em carro que pede GF-5?

Sim, o GF-6A é totalmente retrocompatível com GF-5. Você pode fazer o upgrade sem problemas em qualquer veículo que especifica GF-5. O GF-6A oferece proteção superior e pode trazer benefícios como economia de combustível e menor consumo de óleo entre trocas. Apenas respeite a viscosidade especificada no manual (ex: se pede 5W-30, use GF-6A 5W-30).

2

Quanto custa em média uma troca de óleo GF-6A?

Uma troca completa com óleo GF-6A (4 litros), filtro e mão de obra custa entre R$ 320 e R$ 450 em oficinas e centros automotivos (valores de 2025). Isso representa diferença de R$ 40-100 comparado ao GF-5. Em concessionárias, os valores podem ser 20-30% mais altos. O investimento se paga através da economia de combustível em 4-8 meses de uso normal.

3

Óleo GF-6 funciona bem com etanol?

Sim, os óleos GF-6 são formulados considerando as particularidades dos combustíveis brasileiros, incluindo etanol. A certificação exige testes de resistência à oxidação e formação de ácidos que são relevantes para uso com etanol. Na prática, o GF-6 oferece proteção superior ao GF-5 em motores flex, especialmente contra corrosão e formação de borra. Mantenha o intervalo de troca recomendado (10.000 km) mesmo usando etanol.

4

Preciso trocar para GF-6 se meu carro está na garantia?

Não necessariamente. Verifique o manual do proprietário: se especifica GF-5, você pode continuar usando GF-5 durante toda a garantia sem problemas. O GF-6A pode ser usado como upgrade opcional, mas não é obrigatório. A garantia não será afetada se você usar óleo que atende às especificações do manual. Guarde sempre as notas fiscais das trocas como comprovação de manutenção adequada.

5

Qual a diferença real de desempenho entre GF-5 e GF-6A no dia a dia?

As diferenças mais perceptíveis são: economia de combustível de 2-2,5% (R$ 15-25/mês para quem roda 1.200 km/mês), motor ligeiramente mais silencioso especialmente a frio, e menor consumo de óleo entre trocas em motores turbo. Em motores aspirados mais antigos, as diferenças são sutis. O maior benefício é a proteção adicional contra LSPI em motores turbo, que não é perceptível no dia a dia mas previne danos graves.

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Conclusão: GF-6 Vale a Pena para o Brasil?

O óleo ILSAC GF-6, especialmente o GF-6A, representa evolução significativa na proteção de motores modernos. Para veículos com motor turbo, o investimento adicional de 15-30% se justifica pela proteção contra LSPI, economia de combustível e maior durabilidade. Para motores aspirados, os benefícios existem mas são menos pronunciados.

Principais Conclusões

GF-6A é retrocompatível e pode substituir GF-5 em qualquer veículo, oferecendo proteção superior

Economia de combustível de 2-2,5% compensa o preço mais alto em 4-8 meses para quem roda 15.000+ km/ano

Proteção contra LSPI é essencial para motores turbo modernos (1.0 TSI, 1.3 turbo, 1.0 turbo GM)

GF-6B (0W-16) só deve ser usado se o manual especificar essa viscosidade - não é upgrade do GF-6A

Compre apenas em locais confiáveis e verifique autenticidade para evitar óleo falsificado

Para quem tem carro turbo 2018 ou mais novo e roda mais de 12.000 km/ano, o GF-6A é altamente recomendado e o investimento se paga sozinho. Para motores aspirados ou veículos com baixa quilometragem anual, o GF-5 ainda atende bem, mas o GF-6A oferece margem extra de proteção que pode prolongar a vida útil do motor. A decisão final deve considerar seu orçamento, tipo de motor e expectativa de tempo de uso do veículo.

Consulte o manual do seu veículo, escolha um óleo GF-6A de marca confiável na viscosidade correta e faça a troca em oficina de confiança. Seu motor agradece.

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