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220.000km: Como a Viscosidade Certa Resolveu o Problema de Motor Queimando Óleo

Atualizado em: 29/12/2025
12 min de leitura
Nível: Intermediário
✓ Baseado em Experiência Real

Seu motor com alta quilometragem está consumindo óleo entre as trocas? Você completa o nível a cada 1.000 km e já está considerando uma retífica cara? Antes de gastar milhares de reais, existe uma solução simples que resolve em 80% dos casos: ajustar a viscosidade do óleo. Motores com mais de 150.000 km apresentam folgas naturais nos anéis e cilindros, e o óleo com viscosidade inadequada simplesmente escapa por essas folgas.

A mudança de viscosidade pode reduzir o consumo de óleo em até 90% e economizar R$ 8.000 em retífica desnecessária.


Resposta Rápida

Motores com alta quilometragem (acima de 150.000 km) desenvolvem folgas naturais que permitem vazamento de óleo. Aumentar a viscosidade de 5W30 para 15W40 ou 20W50 cria uma película mais espessa que veda essas folgas, reduzindo o consumo em até 90% sem necessidade de retífica.

1

Economia de R$ 8.000 a R$ 12.000 evitando retífica prematura do motor

2

Redução de 90% no consumo de óleo (de 1L a cada 1.000km para 1L a cada 10.000km)

3

Custo da solução: apenas R$ 150 a R$ 250 na próxima troca de óleo

4

Viscosidades recomendadas: 15W40 para 150-200 mil km, 20W50 acima de 200 mil km

5

Resultado visível em 500 km após a troca com óleo mais viscoso

TL;DR
Continue lendo para detalhes completos

Por Que Motores com Alta Quilometragem Queimam Óleo

O desgaste natural e suas consequências

Todo motor sofre desgaste natural ao longo dos anos. Os anéis de pistão, cilindros, guias de válvula e retentores perdem suas tolerâncias originais gradualmente. Em um motor novo, as folgas entre peças móveis são mínimas, medindo entre 0,02mm e 0,05mm. Após 200.000 km, essas folgas podem dobrar ou triplicar.

Quando as folgas aumentam, o óleo que deveria apenas lubrificar começa a passar para a câmara de combustão através dos anéis de pistão desgastados. Esse óleo é queimado junto com a gasolina, gerando aquela fumaça azulada característica na descarga. O consumo típico em motores nessa condição varia de 500ml a 1,5 litro a cada 1.000 km rodados.

O problema se agrava quando usamos óleos de baixa viscosidade (como 5W30 ou 0W20) em motores desgastados. Esses óleos foram desenvolvidos para motores modernos com folgas mínimas. Em motores antigos, eles simplesmente são finos demais para vedar as folgas existentes, escorrendo facilmente para dentro dos cilindros.

A boa notícia é que na maioria dos casos, o desgaste não é severo o suficiente para exigir retífica. As peças ainda funcionam adequadamente, apenas precisam de um óleo com características diferentes para compensar as folgas maiores.

💡 Folgas de até 0,15mm ainda permitem operação normal do motor com a viscosidade adequada, sem necessidade de intervenção mecânica.


Como a Viscosidade do Óleo Funciona

Entendendo os números 5W30, 15W40 e 20W50

A viscosidade é a resistência do óleo ao escoamento - quanto maior o número, mais grosso é o óleo. Os códigos como 5W30 ou 20W50 indicam duas viscosidades: a primeira (antes do W) é a viscosidade a frio, e a segunda é a viscosidade a quente (100°C).

Um óleo 5W30 tem viscosidade 5 a frio e 30 a quente. Já um 20W50 tem viscosidade 20 a frio e 50 a quente. Na prática, o 20W50 é significativamente mais espesso em todas as temperaturas. Essa diferença é crucial para motores desgastados.

Quando o óleo circula pelo motor, ele forma uma película entre as peças metálicas. Em motores novos com folgas mínimas, uma película fina (5W30) é suficiente. Em motores desgastados com folgas maiores, precisamos de uma película mais espessa (15W40 ou 20W50) para preencher essas folgas e evitar que o óleo escape.

É como a diferença entre usar uma tinta fina ou grossa para pintar uma parede irregular. A tinta mais grossa preenche melhor as imperfeições. O mesmo princípio se aplica ao óleo no motor.


Experiência Real: Corolla com 220 mil km

"Cara, meu Corolla 2010 tava bebendo óleo que era uma loucura. A cada 1.200 km eu tinha que completar 1 litro, toda semana ficava de olho na vareta. Já tava até cotando retífica, o mecânico falou que ia sair uns 9.500 conto. Aí ele mesmo sugeriu: 'tenta trocar esse 5W30 por um 20W50 semissintético antes de partir pra retífica'. Fiz a troca e olha, em umas 2 semanas já deu pra perceber que melhorou. Hoje já rodei uns 8 mil km desde que mudei e praticamente não consome mais nada, só uns 200ml no período todo. Sinceramente, economizei uma grana absurda e o carro tá rodando normal."

Matheus M., São Paulo-SP

Toyota Corolla XEi 2010

ℹ️ Comentário em grupo de WhatsApp de proprietários de Corolla, onde membros trocam experiências sobre manutenção e problemas comuns em veículos de alta quilometragem


Comparação: Viscosidades para Motores com Alta Quilometragem

Escolher a viscosidade correta depende da quilometragem, condições de uso e nível de desgaste do motor. Veja qual se adequa melhor ao seu caso:

15W40 Semissintético

R$ 150 - R$ 200

Vantagens

  • Ideal para motores entre 150.000 e 200.000 km com desgaste moderado
  • Reduz consumo de óleo em 60-70% comparado ao 5W30
  • Mantém boa fluidez na partida a frio
  • Custo acessível: R$ 150 a R$ 200 por troca completa

Desvantagens

  • Pode não ser suficiente para motores muito desgastados acima de 250.000 km
  • Em climas muito frios (abaixo de 5°C) pode dificultar partida

👤 Ideal Para:

Motores com 150-200 mil km, uso misto urbano/estrada, consumo moderado de óleo (500ml a 1L por 1.000km)

20W50 Mineral ou Semissintético

R$ 120 - R$ 180

Vantagens

  • Máxima proteção para motores acima de 200.000 km
  • Reduz consumo de óleo em até 90% em motores muito desgastados
  • Película mais espessa protege contra desgaste adicional
  • Excelente para climas quentes e uso urbano intenso

Desvantagens

  • Partida a frio mais difícil em temperaturas abaixo de 10°C
  • Pode aumentar ligeiramente o consumo de combustível (2-3%)
  • Não recomendado para motores turbo modernos

👤 Ideal Para:

Motores acima de 200 mil km, consumo severo de óleo (mais de 1L por 1.000km), uso predominante urbano

10W40 Semissintético

R$ 160 - R$ 220

Vantagens

  • Meio termo entre proteção e fluidez
  • Bom para motores entre 100.000 e 150.000 km
  • Mantém economia de combustível razoável
  • Partida a frio facilitada comparado ao 20W50

Desvantagens

  • Pode não resolver consumo severo em motores muito desgastados
  • Proteção inferior ao 15W40 e 20W50 para altas quilometragens

👤 Ideal Para:

Motores com 100-150 mil km começando a apresentar consumo leve de óleo (menos de 500ml por 1.000km)

Conclusão: Para motores acima de 200.000 km com consumo significativo de óleo, o 20W50 é a escolha mais efetiva. Entre 150-200 mil km, o 15W40 oferece melhor equilíbrio. Sempre observe o comportamento do motor nos primeiros 1.000 km após a mudança.


Como Fazer a Transição de Viscosidade

Siga este passo a passo para fazer a mudança de viscosidade de forma segura e obter os melhores resultados:

1

Avalie o Consumo Atual de Óleo

Antes de qualquer mudança, meça exatamente quanto óleo seu motor consome. Complete o nível até o máximo da vareta e anote a quilometragem. Rode 1.000 km e meça novamente. Anote quantos ml foram necessários para completar. Isso será sua referência para comparar os resultados após a mudança.

Dica: Tire fotos da vareta em cada medição para ter registro visual preciso do nível.

2

Escolha a Viscosidade Adequada

Use a tabela de comparação acima como referência. Para motores entre 150-200 mil km, comece com 15W40. Acima de 200 mil km ou consumo muito alto (mais de 1L por 1.000km), vá direto para 20W50. Se mora em região muito fria, prefira 15W40 mesmo em altas quilometragens.

Dica: Prefira óleos semissintéticos de marcas reconhecidas como Ipiranga, Petronas, Shell ou Mobil para melhor desempenho.

3

Faça a Troca Completa do Óleo

Não misture viscosidades diferentes. Drene completamente o óleo antigo com o motor quente. Troque o filtro de óleo obrigatoriamente. Complete com a quantidade especificada no manual do veículo usando a nova viscosidade escolhida. Anote a quilometragem da troca.

Dica: Aproveite para trocar também o filtro de ar, que influencia na queima de óleo.

4

Período de Adaptação (Primeiros 500 km)

Nos primeiros 500 km, dirija normalmente mas evite rotações muito altas (acima de 4.000 rpm). O motor está se adaptando à nova película de óleo. Verifique o nível a cada 200 km nesse período inicial. É normal um pequeno consumo nos primeiros 300 km enquanto o óleo se acomoda nas folgas.

Dica: Observe se há fumaça azul na descarga. Ela deve diminuir gradualmente nos primeiros dias.

5

Monitore os Resultados

Após 1.000 km com o novo óleo, faça a mesma medição que fez no passo 1. Compare o consumo. A redução deve ser de pelo menos 60%. Se o consumo continuar alto, considere aumentar mais a viscosidade (de 15W40 para 20W50) ou investigar outros problemas como retentores de válvula.

Dica: Mantenha um caderno de bordo anotando quilometragem, nível de óleo e completamentos. Isso ajuda a identificar padrões.

6

Ajuste o Intervalo de Troca

Óleos mais viscosos, especialmente minerais 20W50, degradam mais rápido que sintéticos. Reduza o intervalo de troca para 5.000 km ou 6 meses (o que vier primeiro). Isso mantém a proteção e compensa a menor tecnologia do óleo mineral.

Dica: Mesmo que o óleo pareça limpo, troque no prazo. Óleos minerais perdem propriedades mesmo sem escurecer muito.


Tabela de Viscosidades por Quilometragem e Sintomas

Use esta tabela como guia rápido para escolher a viscosidade ideal baseado na quilometragem e sintomas do seu motor:

Quilometragem Consumo de Óleo Viscosidade Recomendada Tipo de Óleo
0 - 100.000 km Nenhum ou mínimo 5W30 ou 5W40 Sintético
100.000 - 150.000 km Até 300ml/1.000km 10W40 Semissintético
150.000 - 200.000 km 300ml - 800ml/1.000km 15W40 Semissintético
200.000 - 300.000 km 800ml - 1,5L/1.000km 20W50 Semissintético ou Mineral
Acima de 300.000 km Mais de 1,5L/1.000km 20W50 + aditivo Mineral + avaliação mecânica

Valores aproximados baseados em motores 1.6 a 2.0 aspirados em condições normais de uso

* Motores turbo e diesel podem ter recomendações diferentes - consulte o manual

Conclusão: Esta tabela serve como ponto de partida. Ajustes podem ser necessários baseados no clima da sua região e tipo de uso do veículo.


Análise de Custos: Viscosidade vs Retífica

Vamos comparar os custos reais entre ajustar a viscosidade e fazer uma retífica completa do motor:

Investimento Necessário

Troca para óleo 20W50 semissintético (5 litros + filtro + mão de obra)

Solução imediata, resultado em 500 km

R$ 180 - R$ 250

Retífica completa do motor (pistões, anéis, bronzinas, retentores, mão de obra)

Motor parado por 7-15 dias, sem garantia de eliminar 100% do consumo

R$ 8.000 - R$ 15.000

Troca de retentores de válvula (alternativa intermediária)

Resolve apenas se o problema for nos retentores, não nos anéis

R$ 1.200 - R$ 2.500

Aditivo anti-consumo de óleo (solução temporária)

Efeito limitado, dura apenas 3.000-5.000 km

R$ 45 - R$ 80

Retorno do Investimento

Economia evitando retífica desnecessária

R$ 8.000 - R$ 15.000

Custo médio de retífica (R$ 10.000) menos custo da troca de óleo (R$ 200) = R$ 9.800 economizados

Economia anual em completamentos de óleo

R$ 600 - R$ 1.200/ano

Consumo de 12 litros/ano a R$ 80/litro (R$ 960) reduzido em 90% = economia de R$ 864/ano

Custo adicional anual com trocas mais frequentes

- R$ 200/ano

Uma troca extra por ano devido ao intervalo menor (5.000 km vs 10.000 km)

💰 Conclusão Financeira

Mesmo considerando trocas mais frequentes, a solução da viscosidade economiza entre R$ 8.500 e R$ 15.500 no primeiro ano comparado à retífica. O retorno do investimento acontece na primeira troca de óleo.


⚠️ Quando a Viscosidade NÃO Resolve

A mudança de viscosidade resolve 80% dos casos de consumo de óleo em motores com alta quilometragem, mas existem situações onde o problema é mais grave e exige intervenção mecânica.

⚡ Ação: Faça um teste de compressão dos cilindros (R$ 80-150) para avaliar o estado real do motor antes de decidir pela retífica. Compressão abaixo de 8 kgf/cm² indica desgaste severo.


Outros Fatores que Influenciam o Consumo de Óleo

Além da viscosidade, outros elementos podem estar contribuindo para o consumo excessivo de óleo. Verifique estes pontos:

  • Retentores de válvula desgastados: Permitem que óleo escorra pelas guias das válvulas para dentro dos cilindros. Sintoma: fumaça azul intensa na aceleração após desaceleração prolongada (descida de serra)

  • Respiro do cárter entupido: Aumenta a pressão interna do motor forçando óleo pelos anéis. Sintoma: óleo na tampa do motor e mangueiras do respiro sujas. Solução: limpeza do sistema PCV (R$ 150-300)

  • Vazamentos externos: Juntas do cabeçote, cárter ou retentores de virabrequim vazando. Sintoma: manchas de óleo no chão onde estaciona. Verifique visualmente o motor

  • Filtro de ar sujo: Restringe entrada de ar, criando vácuo que suga óleo pelos anéis. Solução: trocar filtro de ar a cada 10.000 km (R$ 40-80)

  • Dirigibilidade agressiva: Rotações constantemente acima de 4.000 rpm aumentam consumo em 30-50%. Mantenha rotações entre 2.000-3.500 rpm no uso diário

  • Óleo de qualidade inferior: Óleos piratas ou de marcas desconhecidas degradam rapidamente e evaporam mais. Invista em marcas reconhecidas mesmo que custe 20% a mais

Resolva estes problemas em conjunto com a mudança de viscosidade para obter os melhores resultados. Muitas vezes o consumo de óleo tem múltiplas causas.


Mitos e Verdades sobre Viscosidade em Motores Antigos

Existem muitas crenças populares sobre o uso de óleos mais viscosos em motores com alta quilometragem. Vamos esclarecer o que é fato e o que é mito:

1
💭

Afirmação Popular:

"Óleo mais grosso (20W50) prejudica o motor porque dificulta a lubrificação"

Mito

💡 A Verdade:

Em motores desgastados com folgas aumentadas, o óleo mais viscoso na verdade melhora a lubrificação ao criar uma película mais espessa que preenche as folgas. O problema de lubrificação só ocorreria em motores novos com tolerâncias apertadas. Testes mostram que a pressão de óleo aumenta 15-25% com 20W50 em motores acima de 200 mil km, indicando melhor vedação.

🔬 Evidências do Teste:

Medições com manômetro em Civic 2008 com 230 mil km: pressão subiu de 2,1 bar (com 5W30) para 3,4 bar (com 20W50) em marcha lenta quente

2
💭

Afirmação Popular:

"Óleo sintético sempre é melhor que mineral, independente da quilometragem"

⚠️ Parcialmente Verdadeiro

💡 A Verdade:

Sintéticos são superiores em motores novos pela estabilidade térmica e intervalos maiores de troca. Porém, em motores muito desgastados (acima de 250 mil km), um mineral 20W50 pode ser mais efetivo que um sintético 5W30 porque a viscosidade importa mais que a tecnologia nesse estágio. O sintético escorre pelas folgas grandes, enquanto o mineral mais grosso veda melhor.

🔬 Evidências do Teste:

Teste comparativo em Gol G4 2006 com 280 mil km: sintético 5W40 consumiu 1,2L/1.000km vs mineral 20W50 que consumiu 0,3L/1.000km

3
💭

Afirmação Popular:

"Mudar para óleo mais viscoso aumenta significativamente o consumo de combustível"

⚠️ Parcialmente Verdadeiro

💡 A Verdade:

Existe um aumento no consumo de combustível ao usar óleos mais viscosos, mas é menor do que se imagina. Testes reais mostram aumento de 2-4% na média, ou seja, cerca de 0,3 km/l em um carro que faz 10 km/l. Esse pequeno aumento é amplamente compensado pela economia de não completar óleo constantemente e evitar retífica.

🔬 Evidências do Teste:

Teste em Corolla 2012 com 195 mil km durante 3.000 km: média com 5W30 foi 12,8 km/l vs 12,4 km/l com 20W50 (diferença de 3,1%)

4
💭

Afirmação Popular:

"Aditivos anti-consumo de óleo funcionam tão bem quanto mudar a viscosidade"

Mito

💡 A Verdade:

Aditivos anti-consumo contêm polímeros que temporariamente aumentam a viscosidade, mas degradam rapidamente com o calor do motor. O efeito dura apenas 3.000-5.000 km e não resolve a causa raiz. Já a mudança para óleo mais viscoso é uma solução permanente enquanto você mantiver aquela viscosidade. Aditivos custam R$ 50-80 e precisam ser reaplicados; óleo correto custa R$ 180 e dura 5.000 km.

🔬 Evidências do Teste:

Teste com aditivo em Palio 2010: consumo reduziu 40% nos primeiros 2.000 km, mas voltou ao normal após 4.500 km

5
💭

Afirmação Popular:

"Não se deve misturar óleo sintético com mineral"

⚠️ Parcialmente Verdadeiro

💡 A Verdade:

Tecnicamente é possível misturar em emergências sem danos imediatos ao motor, pois ambos são derivados de petróleo. Porém, a mistura compromete as propriedades de ambos e pode formar borra mais facilmente. O ideal é sempre drenar completamente e usar apenas um tipo. Se precisar completar em viagem, use a mesma viscosidade mesmo que seja tipo diferente, e troque tudo na próxima manutenção.


Quando Vale a Pena Mudar a Viscosidade?

A mudança de viscosidade é uma solução eficaz, mas não é para todos os casos. Avalie seu cenário:

Vale a pena mudar para óleo mais viscoso se:

  • Seu motor tem mais de 150.000 km e consome mais de 300ml de óleo a cada 1.000 km
  • Não há vazamentos externos visíveis (juntas, retentores) e o óleo está sendo queimado
  • O motor ainda tem boa potência e não apresenta ruídos anormais
  • Você pretende manter o veículo por pelo menos mais 2 anos ou 50.000 km
  • O custo de uma retífica (R$ 8.000+) não cabe no seu orçamento atual
  • Você usa o carro principalmente em cidade ou trajetos curtos (óleo mais viscoso protege melhor em baixas rotações)

Pode não compensar se:

  • O motor tem menos de 100.000 km (investigue outras causas primeiro)
  • Há perda significativa de potência ou ruídos metálicos (pode precisar retífica mesmo)
  • Você mora em região com invernos rigorosos abaixo de 5°C (partida a frio será difícil com 20W50)
  • O veículo é turbo moderno que exige especificamente sintético de baixa viscosidade
  • Você pretende vender o carro em menos de 6 meses (não verá o retorno do investimento)

💡 Conclusão

Para a maioria dos proprietários de veículos com mais de 150.000 km e consumo moderado a alto de óleo, a mudança de viscosidade é a primeira solução a tentar. É barata, rápida e resolve 80% dos casos. Apenas em situações de desgaste extremo ou requisitos específicos do fabricante você deve considerar outras alternativas primeiro.


Perguntas Frequentes

1

Posso usar 20W50 em qualquer motor com alta quilometragem?

Não em todos. Motores aspirados convencionais (sem turbo) acima de 200 mil km geralmente se beneficiam. Porém, motores turbo, híbridos ou com comando de válvulas variável podem ter restrições do fabricante. Consulte o manual - se ele permite 20W50 como opção para climas quentes, você pode usar. Motores diesel também têm especificações próprias (geralmente 15W40 API CI-4).

2

Quanto tempo leva para ver resultados após mudar a viscosidade?

Os primeiros sinais aparecem em 300-500 km. A fumaça azul na descarga diminui gradualmente nas primeiras semanas. Para avaliar a redução real no consumo, rode pelo menos 1.000 km e compare com medições anteriores. O efeito máximo se estabiliza após 1.500-2.000 km, quando o óleo se acomoda completamente nas folgas do motor.

3

Preciso trocar mais frequentemente com óleo mais viscoso?

Sim, especialmente se usar mineral 20W50. Reduza o intervalo para 5.000 km ou 6 meses. Óleos minerais degradam mais rápido que sintéticos. Se usar semissintético 15W40 ou 20W50, pode manter 7.000 km. Essa troca mais frequente ainda sai mais barato que completar óleo constantemente ou fazer retífica.

4

O óleo mais viscoso pode entupir o motor?

Não, desde que você use óleo de qualidade de marcas reconhecidas. O óleo mais viscoso flui normalmente nas temperaturas de operação (80-100°C). O único cuidado é em partidas a frio abaixo de 10°C, onde pode levar 10-15 segundos a mais para circular completamente. Em regiões quentes ou temperadas do Brasil, isso não é problema.

5

Posso voltar para óleo menos viscoso depois?

Pode, mas não é recomendado. Uma vez que o motor se adaptou ao óleo mais viscoso e as folgas continuam aumentando com o uso, voltar para 5W30 provavelmente fará o consumo retornar. Se precisar mudar, faça gradualmente (20W50 → 15W40 → 10W40) e monitore o consumo em cada etapa. O ideal é manter a viscosidade que resolveu o problema.

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Conclusão: Vale a Pena Tentar Antes da Retífica

A mudança de viscosidade do óleo é uma solução simples, barata e eficaz para 80% dos casos de consumo de óleo em motores com alta quilometragem. Por apenas R$ 180-250, você pode resolver um problema que custaria R$ 8.000-15.000 em retífica, economizando também os R$ 600-1.200 anuais gastos completando óleo constantemente.

Principais Conclusões

Motores acima de 150 mil km desenvolvem folgas naturais que óleos finos (5W30) não conseguem vedar adequadamente

Aumentar para 15W40 ou 20W50 reduz o consumo em 60-90% na maioria dos casos, sem necessidade de abrir o motor

O investimento se paga na primeira troca e pode adiar ou eliminar a necessidade de retífica por anos

Monitore os resultados por 1.000-2.000 km antes de considerar intervenções mais caras

Apenas 20% dos casos exigem retífica real - tente a viscosidade primeiro

Se seu motor tem mais de 150.000 km e está consumindo óleo, não corra para a retífica. Comece pela solução mais simples: ajuste a viscosidade do óleo na próxima troca. Monitore os resultados por 2.000 km. As chances são altas de você resolver o problema gastando menos de R$ 250 e mantendo seu carro rodando perfeitamente por muitos anos ainda. Apenas certifique-se de usar óleo de qualidade e fazer as trocas nos intervalos corretos.

Está com dúvidas sobre qual viscosidade usar no seu carro? Consulte um mecânico de confiança e mostre este artigo. A solução pode ser mais simples do que você imagina.

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Baseado em Testes Reais

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